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Primeiros socorros

CONVULSÃO
Crises convulsivas.



Crises convulsivas são contrações musculares, provocando movimentos desordenados e inconscientes. Urinar e evacuar podem ser sinais frequentes.

O que fazer?

• Mantenha a pessoa deitada para que a saliva (ou vômito) não se acumule na boca, evitando que a vítima se sufoque.

• Deite a vítima no chão e proteja-a de traumas, segurando sua cabeça. Não restrinja seus movimentos.


• Não realize respiração boca a boca, nem massagem cardíaca. Não coloque objetos ou dedo na boca da vítima.

• Quando os tremores cessarem, certifique-se de que a vítima esteja respirando sem dificuldades e que não haja presença de corpo estranho ou vômito na boca.

• Não administre medicação, líquidos ou alimentos pela boca.

• Coloque a pessoa em posição de recuperação, deitada  e com os joelhos levemente dobrados. 


• Ajude a pessoa a se orientar enquanto recobra a consciência. Converse calmamente quando ela voltar à consciência, geralmente ela estará confusa e necessitará de apoio físico e psicológico. Tente explicar o que aconteceu e informe que a ajuda já está a caminho.



·                     Acione o quanto antes a Atenção Pré-Hospitalar  S/N


CORPOS ESTRANHOS
Corpos estranhos

São pequenos objetos que podem penetrar nos olhos, nariz e ouvidos.
O que fazer?
Ø  Olhos: 1. Piscar os olhos para permitir que as lágrimas lavem e removam pequenas partículas. Não tente retirar e nem esfregar os olhos com os dedos. 2. Irrigar o olho com água limpa até que possa retirar delicadamente com um cotonete.
· Cuidados: Se o corpo estranho estiver fixo ao globo ocular não tente retirar, coloque uma compressa ou pano limpo cobrindo os dois olhos para evitar movimentos e leve a vítima ao hospital imediatamente.
Ø  Nariz: Tente deixar o ar sair pela narina com corpo estranho fazendo certa pressão com a boca fechada e o outro lado com o dedo. Orientar a vítima para que ela respire pela boca.
· Cuidados: Não introduza instrumentos nas narinas.
Ø  Ouvidos: Manter a vítima deitada de lado com o ouvido afetado para cima.
· Cuidados: Não introduza nenhum instrumento pequeno no ouvido.



Electrocução
O que fazer
1. O mais rapidamente possível, fazer cessar a passagem de corrente elétrica através do corpo da vítima:
a) Cortando a tensão se o aparelho de corte estiver suficientemente acessível.
b) Com os indispensáveis cuidados, provocando um curto-circuito a fim de fazer funcionar os aparelhos de protecção.
c) Afastando os condutores da vítima ou esta daqueles. (O socorrista deve isolar-se para o lado da tensão - com luvas isolantes - e para o lado da terra com um estrado ou tapete de pretecção).
2. Se a vítima estiver inanimada, libertá-la da dentadura ou óculos eventualmente existentes, desapertar-lhe o vestuário e iniciar imediatamente uma técnica de respiração artificial. Pedir a presença de um médico ou transportar a vítima para um posto de socorros mntendo a respiração artificial, mesmo durante o transporte, até que a vítima retome o conhecimento ou o médico tome conta do caso.
a) Se a vítima se encontrava suspensa pelo cinto de segurança no momento do acidente (sobre um apoio de linha aérea, por exemplo) o socorrista deve executar uma dezena de insuflações boca a boca antes de iniciar a descida e a meio desta.
b) No momento da reanimação a vítima pode apresentar movimentos convulsivos e tornar a perder o conhecimento. Nesse caso é necessário retomar a respiração artificial.
c) Não dar qualquer bebida à vítima enquanto estiver inanimada. Depois de reanimada não lhe dar qualquer bebida alcoolica mesmo que ela o peça.
d) Evitar o arrefecimento da vítima tapando-a com uma manta.
e) Se a vítima além de inanimada não tem pulso, fazer além de respiração artificial massagem cardíaca externa (2 soorristas) ou 15 compressões do coração seguidas de 4 insuflações de ar (1 socorrista).

3. Se a tensão causadora do choque fôr superior a 500 V e a vítima perdeu o conhecimento deve proceder-se inicialmente como se disse.
a) Dar-lhe de beber uma solução de 1 colher de café de bicarbonato de sódio em 3 decilitros de água.
b) Transportar a vítima para o hospital mais próximo e tentar recolher as urinas que eventualmente surjam durante o transporte para posterior análise.

4. Se a vítima apresentar queimaduras, não aplicar quaisquer drogas de ocasião. Desembaraça-las de eventuais corpos estranhos e protegê-las com gase esterelizada. Acção mais completa deverá ser tomada por pessoal médico habilitado.Informe o hospital sobre o período de tempo que a vítima esteve em contacto com a fonte de energia eléctrica.


ENVENENAMENTO

Envenenamento é a intoxicação causada por ingestão de medicamentos, produtos químicos, plantas venenosas, pela inalação de gases tóxicos ou pelo contato da pele com pesticidas ou toxinas animais.

O que NÃO fazer?

• Não provoque vômitos.

• Não administre calmantes ou bebidas alcoólicas.

O que fazer?


• Encaminhe a vítima para o hospital, levando junto a embalagem do agente tóxico.


• Havendo contato de substâncias químicas com os olhos, lave-os com soro fisiológico ou água limpa, durante 20 minutos. (Se apenas um olho for atingido, evite que o líquido atinja o outro, cobrindo-o com gaze ou pano limpo).
 










Mordidas de animais
Mordidas de cobras

Gravidade: Aproximadamente 1% das picadas de cobras venenosas são fatais quando a vítima não é socorrida a tempo. Mesmo que seja impossível reconhecer a cobra que causou o acidente, é necessário procurar um médico, enquanto mantém-se a vítima deitada e calma.

O que fazer: Deite a vítima e evite esforços desnecessários, pois o estímulo da circulação sanguínea espalha pelo corpo o veneno. Aproveite os primeiros 30 minutos para chupar o sangue local e sugar o veneno ou faça compressões com as mãos no local da mordida. Se não houver sangramento, tente retardar a circulação sanguínea. Aplicar compressas frias sobre o local da picada e conduzir imediatamente para o médico.

Cuidados: Evite que a vítima caminhe. Após 30 minutos a única solução é o encaminhamento médico. Arames, cordas ou barbantes não devem ser utilizados como garrote. Tente levar a cobra para identificação no hospital.
Diferenças entre venenosas e não venenosas: Venenosas – possuem fosseta lacrimal, cabeça triangular, olhos pequenos, cauda afinando abruptamente, escamas com desenhos irregulares, 02 presas no maxilar superior. Não venenosas – têm cabeça arredondada, olhos grandes, cauda longa e afinando gradativamente, dentes pequenos e mais ou menos iguais, não tem fosseta lacrimal.









Mordidas de animais raivosos
Cuidados: Quem for mordido por um animal deve suspeitar de raiva e mantê-lo em observação até prova em contrário. (10 dias). Mesmo vacinado o animal pode, às vezes, apresentar a doença. Todas as mordidas de animais devem ser vistas por médico.
O que fazer: Lave a ferida imediatamente com água e sabão. Pincele com mercúrio-cromo ou outro. Encaminhe a um médico.

SÍNCOPE OU DESMAIO
Desmaio.




O desmaio é uma forma de perda de consciência e, muitas vezes, pouco perigosa. O desmaio ocorre pelo fato de o cérebro receber insuficiente irrigação sanguínea e pode ser provocado por vários fatores: falta de ar, emoção, dor, etc.

O que fazer?

• Certifique-se de que a vítima respira (caso não respire, veja item sobre parada cardiorrespiratória).

• Deite a pessoa, mantenha a cabeça dela para o lado, verifique a presença de corpo estranho que possa estar obstruindo a respiração e afrouxe as roupas.

• Não ofereça líquidos para a pessoa: a vítima só poderá beber quando for capaz de segurar o copo por ela própria.


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PRIMEIROS SOCORROS - FERIMENTOS

O ferimento pode ocorrer em qualquer situação onde a vítima sofra agressões ou acidentes das mais diversas formas e locais, ou seja, é uma agressão à integridade tecidual, produzindo solução de continuidade entre o meio externo e o interno.

É importante que estes ferimentos sejam classificados do melhor modo possível, quanto ao seu tipo, extensão e complicações. O ferimento é sempre produzido por um agente lesivo que armazena micróbios próprios e desta forma, contamina a ferida, como também leva os micróbios que vivem na pele para o interior da ferida. Esta contaminação, se não for adequadamente tratada, pode levar a uma infecção localizada na ferida.
  • Classificação das feridas
As feridas podem ser classificadas de várias maneiras: pelo tipo do agente causal, de acordo com o grau de contaminação, pelo tempo de traumatismo, pela profundidade das lesões, sendo que as duas primeiras são as mais utilizadas.
Etiologia (causa), sinais e sintomas e seus primeiros socorros:
  1. FERIMENTOS FECHADOS > Causados por impacto ou compressão, são chamados de contusões, pode haver ou não lesão de órgãos internos.

Sinais e sintomas: O local pode adquirir uma coloração preta ou azulada (equimose) ou uma tumoração visível sob a pele (hematoma).
Procedimentos de primeiros socorros: Lesões superficiais não ameaçam a vida, porém podem alertar o socorrista para a possibilidade de lesões de órgãos internos.

  1. FERIMENTOS LEVES OU SUPERFICIAIS (ESCORIAÇÕES) > a lesão surge tangencialmente à superfície cutânea, com arrancamento da pele.
Sinais e sintomas: Apresentam sangramento discreto, mas costumam ser extremamente dolorosos. Não representam risco ao paciente quando isolados. Não aplique soluções na ferida, somente soro fisiológico.
Procedimentos de primeiros socorros:Lavar o ferimento com soro fisiológico, através de jatos com pressão (irrigação). Caso o ferimento esteja sujo, limpá-lo com sabão, proteja o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo, fixando sem apertar, a menos que saiam facilmente, durante a limpeza, não tente retirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento, não toque no ferimento com os dedos, lenços usados ou outros materiais sujos, após parar sangramento, remover gaze, umedecendo-a com soro, para evitar sangramento, secar somente ao redor do ferimento e aplicar curativo adesivo, se houver disponível, caso contrário, aplicar gaze estéril.
  1. LACERAÇÕES > São lesões teciduais de bordos regulares, produzidas por objetos rombos através de trauma fechado sobre superfícies ósseas.
Sinais e sintomas: Dor, hemorragia, desmaio, hipotensão.
Procedimentos de primeiros socorros: Imobilizar local do ferimento, efetuar limpeza com soro fisiológico se o paciente estiver estável, proteger local com compressa estéril, controlar sangramento, por compressão direta e aplicação de curativo e bandagens, encaminhá-lo ao hospital.
  1. FERIMENTOS PERFURANTES > São lesões causadas por perfurações da pele e dos tecidos subjacentes por um objeto. O orifício de entrada pode não corresponder à profundidade da lesão.
Sinais e sintomas: Dor, hemorragia.
Procedimentos de primeiros socorros: Não se deve tentar retirar o objeto de dentro do ferimento, não coloque nenhuma compressa sobre o objeto encravado, mas sim ao redor dele, de forma circular, para que o objeto fique protegido.
Observação: As lesões penetrantes de tórax devem ser ocluídos o mais rápido possível, para evitar a aspiração de ar para o espaço pleural com formação de pneumotórax aberto.
  1. AVULSÕES >São lesões onde ocorre deslocamento da pele
em relação ao tecido subjacente, que pode se manter ligado ao tecido sadio ou não.
Procedimentos de primeiros socorros: Lavar o ferimento com soro fisiológico, através de jatos com pressão (irrigação), caso o ferimento esteja sujo, limpá-lo com sabão, não aplique soluções na ferida, somente soro fisiológico, coloque o retalho em sua posição normal e efetuar a compressão direta da área, para controlar o sangramento.
Observação: Caso a avulsão seja completa, transportar o retalho ao hospital, lavando-o com solução salina, evitando o uso de gelo direto sobre o tecido.
  1. AMPUTAÇÕES TRAUMÁTICAS > São lesões em que há separação de um membro ou de uma estrutura protuberante do corpo, podem ser causadas por objetos cortantes, por esmagamento ou por forças de tração.
Sinais e Sintomas: Hemorragia, dor, choque.
Procedimentos de primeiros socorros: Controlar hemorragia, tratar estado de choque, caso este esteja presente, fazer curativo úmido com soro fisiológico com leve compressão, usando compressa limpa, Limpeza com solução salina, sem imersão em líquido, envolvê-lo em gaze estéril ou compressa limpa, proteger o membro amputado com dois sacos plásticos fechados, Colocar o saco plástico em recipiente de isopor com gele ou água gelada, jamais colocar o segmento amputado em contado direto com gelo.
Observação: Transportar o paciente o mais rápido possível ao hospital, transportar o membro amputado junto ao paciente, dentro de isopor, nas condições acima citadas.
  1. EVISCERAÇÃO > Lesão em que ocorre extrusão de vísceras.
Procedimentos de primeiros socorros: Não tentar reintroduzir os órgãos eviscerados, cobrir vísceras com curativo estéril umedecido em solução salina, utilizar compressas não fazendo uso de materiais aderentes, envolver curativos com bandagem, transportar o paciente em posição supina e com os joelhos fletidos.
  1. LESÕES OCULARES > Podem ser produzidas por corpos estranhos, queimaduras por exposição ao calor, luminosidade excessiva e agente químicos, lacerações e contusões.
Sinais e sintomas: irritação no local ferido, dor.
Procedimenntos de primeiros socorros: Irrigação ocular com soro fisiológico, durante vários minutos em caso de lesão por agentes químicos ou na presença de corpos estranhos, não utilizar medicamentos tópicos (colírios ou anestésicos) sem parecer oftalmológico, não tentar remover objetos. Estabilizá-los com curativo apropriado, fazer oclusão ocular bilateral, com gaze umedecida, mesmo em lesões unilaterais. Esta conduta objetiva reduzir a movimentação ocular e o agravamento da lesão, em caso de extrusão de globo ocular, não tentar recolocá-lo. Efetuar a oclusão ocular bilateral, a remoção de lentes de contato deve ser efetuada somente em vítimas inconscientes com tempo de transporte prolongado, que não apresentem lesão ocular.
  1. ESMAGAMENTO > São aqueles ferimentos onde existe dano tecidual extenso das estruturas subjacentes.
Sinais e Sintomas: Os esmagamentos de tórax e abdomen causam graves distúrbios circulatórios e respiratórios.
Procedimentos de primeiros socorros: Pedir apoio médico ABC, administrar O2 em alto fluxo, solicitar autorização ao coordenador médico para iniciar infusão de soro fisiológico 0,9% E.V.
ATENÇÃO:
É recomendado na maioria dos casos fazer a limpeza com soro fisiológico se o paciente estiver estável, fazer parar de sangrar, anti-sepsia, proteger local com compressa estéril, controlar sangramento, por compressão direta e aplicação de curativo e bandagens, e o mais importante encaminhá-lo ao hospital.
Os sintomas e os Sinais referentes aos ferimentos em alguns casos ocorre Edema (inchaço), dor, hemorragia, hematomas, equimose (roxo), entre outros fatores dependendo da ferida ocasionada.
As soluções mais utilizadas nos curativos são: soro fisiológico para limpeza e como emoliente; soluções anti-sépticas como polvidine tópico ou tintura a 10% (PVPI – Polivinil Pirrolidona) ou cloro-hexidine a 4%; álcool iodado com ação secante e cicatrizante, álcool 75% ação rápida em algumas formas de bactérias, o álcool isopropílico é mais ativo e menos irritante, e o éterque remove a camada gordurosa da pele, sendo útil na retirada de esparadrapos e outros adesivos. _____________________________________________

Primeiros socorros - Fraturas
Fratura é a quebra de um osso.
Parece simples, mas não é. Os ossos fazem parte do sistema músculo-esquelético, que dá forma, sustentação, proteção e movimento ao corpo. Portanto, um ferimento em qualquer parte do esqueleto pode afetar profundamente estas funções.
Além das fraturas, existem ainda outros 2 tipos de ferimentos nos ossos também considerados importantes. São eles:
  • Torções ou entorses: que são provocadas pela movimentação de uma circulação além dos seus limites (capacidade) fisiológicos.
  • Luxações: que se caracterizam pela perda de congruência articular. Essa situação pode ser traduzida como "um osso que sai do seu encaixe normal".
Não pense que será fácil distinguir uma fratura de uma entorse ou de uma luxação, pois seus sinais são muitos semelhantes.
Suspeite imediatamente da presença de fratura, quando a vitima apresentar:
  • Dor ou sensibilidade anormal (a vítima pode segurar o local afetado, tentando proteger-se da dor).
  • Inchaço no local.
  • Deformidade no local.
  • Presença de áreas arroxeadas.
  • Ausência de movimentos ou enorme dificuldade para movimentar-se.
  • Presença de pontas de ossos atravessados na pele.
  • Sensação de ossos quebrados sob a pele (crepitação).
Até que se prove o contrário, trate sempre como tendo fratura a vítima com qualquer história de queda ou outros acidentes diversos e que apresente alguns dos sinais e sintomas citados anteriormente.
Existem 2 tipos básicos de fraturas: as fechadas e as expostas (ou abertas). As fechadas são aquelas em que não acontecem cortes ou ferimentos na pele, que possam expor pedaços de ossos; já as abertas, apresentam ruptura da pele e exposição óssea.
Diante da suspeita de fratura, esteja atento à possibilidade de comprometimento de outras estruturas do corpo. Ex.: fraturas de costela podem atrapalhar a respiração por perfuração dos pulmões; fratura exposta na perna pode causar rompimento de vaso sangüíneo e conseqüente sangramento, podendo levar a um choque.
Como Socorrer
Não importando o tipo de lesão nos ossos, o primeiro socorro básico é a imobilização. Esse procedimento garante, além da diminuição da dor, a redução da possibilidade do agravamento. Reduzindo a dor, estaremos reduzindo o estresse, que é um grave componente da sintomatologia.
A imobilização deverá ser feita com uma tala, que pode ser improvisada ou do tipo disponível no comércio. Os tipos mais comuns de talas improvisadas são pedaços de madeira, papelão, revistas, travesseiros, cobertores e até mesmo o próprio corpo da vítima.
Dica sobre o assunto:
  • Durante a imobilização, converse sempre com a vítima.
  • A vítima deve sentir-se confortável.
  • Realize movimentos leves com as mãos, movimentando a parte afetada somente se necessário.
  • Suspeite sempre de outras lesões, além da mais evidente.
Os princípios básicos das imobilizações são:
  • Imobilizar antes de movimentar a vítima.
  • Cortar a roupa que estiver sobre a parte afetada, caso não seja possível visualizar a lesão.
  • Proteger ferimentos, por exemplo pontas de osso, com gazes ou pano limpo. Respeitar sempre a posição encontrada, não fazendo nenhuma correção ou tração, na tentativa de deixá-la "normal".
  • Respeitar sempre a posição em que a vítima sentir menos dor (posição antiálgica). Aplicar e fixar a tala de imobilização sempre em uma articulação acima e outra abaixo do local afetado.
  • Se possível, elevar a parte machucada para diminuir o inchaço e a dor.
  • Não apertar excessivamente as amarrações, muito menos fixá-las sobre o local afetado.
  • Acolchoar os espaços entre as talas e o corpo, utilizando toalhas, tecidos etc. Utilizar amarrações de tecidos largas o suficiente para não garrotear e impedir a circulação.
Cuidado!!!
As fraturas provocam muito impacto ao socorrista. Lembre-se que, apesar
destas serem graves, os outros tipos de lesões podem levar à morte mais rapidamente.
Acompanhe agora, algumas indicações de como imobilizar diferentes partes do corpo:
Ombro e Clavícula:
Utilize como tala o próprio corpo da vítima. Fixe o braço no tronco com um material em tecido, sob a forma de tipóia, deixando os tecidos visíveis. Caso queira intensificar a fixação, utilize um segundo material em tecido, para fixar o braço no tronco, como no caso da imobilização de braço.
Costelas e Esterno:
Fraturas graves, por causarem enorme dificuldade respiratória, devem ser imobilizadas como os ombros e clavícula, respeitando-se o lado afetado.
Braço (Úmero):
Respeite a posição na qual o braço foi encontrado, caso o braço esteja estendido ao longo do corpo da vítima. Caso esteja dobrado, utilize materiais em tecido, fazendo uma tipóia para apoiar o braço e, em seguida, outras duas amarrações, sendo uma acima e outra abaixo da lesão.
Antebraço e Punho:
Coloque sob o antebraço uma tala de madeira, revista dobrada ou até um guarda-chuva fechado. Os dedos devem ficar para fora ou segurando algo, para manter a curvatura natural. Utilize uma atadura ou material em tecido para fixar e improvise uma tipóia para que o braço não fique abaixado, aumentando o inchaço.
Pelve ("Bacia"):
Trata-se de uma imobilização difícil e que depende da ajuda de outras pessoas. Você precisará também de uma madeira longa, larga e forte o suficiente para acomodar uma pessoa. Se for possível, utilize uma tala de madeira longa que se estenda das axilas até os pés da vítima; caso contrário, o próprio corpo servirá para tal. Para isto, uma pessoa segurará firme a cabeça e outra, os pés. Uma terceira pessoa passará um pano para fixar os quadris, os joelhos e os pés, nesta ordem.
Em seguida, prepare a madeira longa (maca), colocando-a perto da vítima que será rolada sobre esta, sem muita movimentação. Lembre-se de colocar acolchoados entre as pernas e, antes de levantar a vítima para transportá-la, fixe-a na maca, para que não caia.
Fêmur:
O fêmur pode ser imobilizado com talas longas que se estendam do quadril até além do pé ou, até mesmo, utilizando-se da perna sadia como tala. Neste caso, antes de amarrar uma perna à outra, acolchoe-a e utilize amarrações de tecido bem largas para não garrotear. Acompanhe o desenho de imobilização da perna, para visualizar melhor.
Joelho:
O joelho pode ser encontrado estendido ou dobrado. Se dobrado, apoie-o sobre travesseiros e utilize talas para impedir que se estenda de volta. Se estendido, imobilize-o como no caso do fêmur.
O primordial é lembrar-se de jamais tentar corrigir uma lesão, trazendo o membro de volta ao normal, pois este é um procedimento médico e de altíssimo risco para a vítima.
Perna:
Utilize talas firmes que se estendam até além dos pés e fixadas com material em tecido. Fixe bem as duas articulações (joelho e tornozelo), executando a amarração em "8", conforme será descrito a seguir nas imobilizações de pé e tornozelo. Na ausência de talas firmes, lance mão da perna sadia para imobilizar.
Pé e Tornozelo:
Para imobilizar o pé e o tornozelo, pode-se utilizar toalhas e talas, lembrando-se sempre de manter a imobilização fixa acima e abaixo da lesão e de maneira confortável. A fixação do pé pode ser feita com um tecido, fazendo a figura de um oito para mantê-lo em posição natural.
Coluna:
Fraturas na coluna são consideradas graves e com grande possibilidade de causarem seqüelas.
Estas lesões são originárias de grandes acidentes e traumas como: quedas de altura, atropelamentos, colisões de automóveis ou motocicletas, acidentes de mergulho e até ferimentos por arma de fogo. Alguns sinais e sintomas indicativos de lesão na coluna são:
  • Paralisia (a vítima não consegue movimentar-se).
  • "Formigamento".
  • Dificuldade respiratória.
  • Perda do controle da evacuação e urina.
Estes sinais e sintomas dependem da intensidade e local afetado da coluna.
Se a vítima estiver consciente, converse com ela, peça-lhe para apertar sua mão e movimentar os pés, para que possa ter uma idéia de suas limitações.
Proceda como nos casos de imobilização da bacia, conseguindo auxílio e uma tábua/maca.
O primeiro socorrista segura firmemente a cabeça da vítima, enquanto um segundo providencia a improvisação de um colar para o pescoço, utilizando tecido ou toalhas.
Jamais o primeiro socorrista deve largar a cabeça da vítima, para impedir o aparecimento de outras lesões.
Em seguida, utilize amarrações como no caso da bacia, sendo que os braços devem também ser amarrados sobre o tórax.
Dica sobre o assunto:
Procure conhecer os recursos disponíveis de sua cidade, como por exemplo hospitais e ambulâncias, e como solicitá-los.
Antes de socorrer uma vítima, tenha certeza de que não existe nenhum serviço de socorro, emergência ou resgate que possa fazê-lo com melhores condições.
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Queimaduras

 

Pessoas com queimaduras profundas podem correr sério risco de vida. Quanto maior a extensão, maiores os perigos para a vítima. Existem diferentes graus de lesão. Leve em conta que uma pessoa pode apresentar, ao mesmo tempo, queimaduras de terceiro, segundo e primeiro graus - e cada tipo de lesão pede um socorro específico.
É proibido...
passar gelo, manteiga ou qualquer coisa que não seja água fria no local, em qualquer caso. Também não se deve estourar bolhas ou tentar retirar a roupa colada à pele queimada.
O que não se deve fazer:




  • Passar pasta de dente, pomadas, ovo, manteiga, óleo de cozinha... apenas água fria é permitida. Gelo também não pode.
  • Furar as bolhas.
  • Retirar a pele morta
  • Arrancar a roupa grudada na área queimada
  • Apertar o ferimento
    Primeiro grau
    As queimaduras deste tipo atingem apenas a epiderme, que é a camada mais superficial da pele. O local fica vermelho, um pouco inchado, e é possível que haja um pouco de dor. É considerada queimadura leve, e pede socorro médico apenas quando atinge grande extensão do corpo.
    Como socorrer vítimas de queimadura de primeiro grau:
    1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo.
    2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local, sem esfregar.
    3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa.
    4. Em casos de queimadura de primeiro grau - e apenas nesse caso - é permitido e recomendável beber bastante água e tomar um remédio que combata a dor.
    Segundo grau
    Já não é superficial: epiderme e derme são atingidas. O local fica vermelho, inchado e com bolhas. Há liberação de líquidos e a dor é intensa. Se for um ferimento pequeno, é considerada queimadura leve. Nos outros casos, já é de gravidade moderada. É grave quando a queimadura de segundo grau atinge rosto, pescoço, tórax, mãos, pés, virilha e articulações, ou uma área muito extensa do corpo.
    Como socorrer vítimas de queimadura de segundo grau:
    1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo. 2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local, sem esfregar.
    3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa.
    4. Em casos de queimadura de primeiro grau - e apenas nesse caso - é permitido e recomendável beber bastante água e tomar um remédio que combata a dor.
    Terceiro grau
    Qualquer caso de queimaduras de terceiro grau é grave: elas atingem todas as camadas da pele, podendo chegar aos músculos e ossos. Como os nervos são destruídos, não há dor - mas a vítima pode reclamar de dor devido a outras quimaduras, de primeiro e segundo grau, que tiver. A aparência deste tipo de ferimento é escura (carbonizada) ou esbranquiçada.
    Como socorrer vítimas de queimadura de terceiro grau:
    1. Retire acessórios e roupas, porque a área afetada vai inchar. Atenção: se a roupa estiver colada à área queimada, não mexa!
    2. É preciso resfriar o local. Faça isso com compressas úmidas. Não use gelo.
    3. Nas queimaduras de terceiro grau pequenas (menos de cinco centímetro de diâmetro) - só nas pequenas! - você pode usar água corrente ou um recipiente com água fria. Cuidado com o jato de água - ele não deve causar dor nem arrebentar as bolhas.
    4. Atenção: a pessoa com queimadura de terceiro grau pode não reclamar de dor e, por isso, se machucar ainda mais - como dizer que o jato de água não está doendo, por exemplo.
    5. Se a queimadura tiver atingido grande parte do corpo, tenha o cuidado de manter a vítima aquecida.
    6. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa. Em feridas em mãos e pés, evite fazer o curativo você mesmo, porque os dedos podem grudar um nos outros. Espere a chegada ao hospital.
    7. Não ofereça medicamentos, alimentos ou água, pois a vítima pode precisar tomar anestesia e, para isso, estar em jejum.
    8. Não perca tempo em remover a vítima ao hospital. Ela pode estar tendo dificuldades para respirar.
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