SÍNCOPE OU DESMAIO
Desmaio.
O desmaio é uma forma de perda de
consciência e, muitas vezes, pouco perigosa. O desmaio ocorre pelo fato de o
cérebro receber insuficiente irrigação sanguínea e pode ser provocado por
vários fatores: falta de ar, emoção, dor, etc.
O que fazer?
• Certifique-se de que a vítima
respira (caso não respire, veja item sobre parada cardiorrespiratória).
• Deite a pessoa, mantenha a cabeça
dela para o lado, verifique a presença de corpo estranho que possa estar obstruindo
a respiração e afrouxe as roupas.
• Não ofereça líquidos para a pessoa:
a vítima só poderá beber quando for capaz de segurar o copo por ela própria.
PRIMEIROS SOCORROS - FERIMENTOS
O ferimento pode ocorrer em qualquer situação onde a vítima sofra agressões ou acidentes das mais diversas formas e locais, ou seja, é uma agressão à integridade tecidual, produzindo solução de continuidade entre o meio externo e o interno.
É importante que estes ferimentos sejam classificados do melhor modo possível, quanto ao seu tipo, extensão e complicações. O ferimento é sempre produzido por um agente lesivo que armazena micróbios próprios e desta forma, contamina a ferida, como também leva os micróbios que vivem na pele para o interior da ferida. Esta contaminação, se não for adequadamente tratada, pode levar a uma infecção localizada na ferida.
- Classificação das feridas
Etiologia (causa), sinais e sintomas e seus primeiros socorros:
- FERIMENTOS FECHADOS > Causados por impacto ou compressão, são chamados de contusões, pode haver ou não lesão de órgãos internos.
Sinais e sintomas: O local pode adquirir uma coloração preta ou azulada (equimose) ou uma tumoração visível sob a pele (hematoma).
Procedimentos de primeiros socorros: Lesões superficiais não ameaçam a vida, porém podem alertar o socorrista para a possibilidade de lesões de órgãos internos.
- FERIMENTOS LEVES OU SUPERFICIAIS (ESCORIAÇÕES) > a lesão surge tangencialmente à superfície cutânea, com arrancamento da pele.
Procedimentos de primeiros socorros:Lavar o ferimento com soro fisiológico, através de jatos com pressão (irrigação). Caso o ferimento esteja sujo, limpá-lo com sabão, proteja o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo, fixando sem apertar, a menos que saiam facilmente, durante a limpeza, não tente retirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento, não toque no ferimento com os dedos, lenços usados ou outros materiais sujos, após parar sangramento, remover gaze, umedecendo-a com soro, para evitar sangramento, secar somente ao redor do ferimento e aplicar curativo adesivo, se houver disponível, caso contrário, aplicar gaze estéril.
- LACERAÇÕES > São lesões teciduais de bordos regulares, produzidas por objetos rombos através de trauma fechado sobre superfícies ósseas.
Procedimentos de primeiros socorros: Imobilizar local do ferimento, efetuar limpeza com soro fisiológico se o paciente estiver estável, proteger local com compressa estéril, controlar sangramento, por compressão direta e aplicação de curativo e bandagens, encaminhá-lo ao hospital.
- FERIMENTOS PERFURANTES > São lesões causadas por perfurações da pele e dos tecidos subjacentes por um objeto. O orifício de entrada pode não corresponder à profundidade da lesão.
Procedimentos de primeiros socorros: Não se deve tentar retirar o objeto de dentro do ferimento, não coloque nenhuma compressa sobre o objeto encravado, mas sim ao redor dele, de forma circular, para que o objeto fique protegido.
Observação: As lesões penetrantes de tórax devem ser ocluídos o mais rápido possível, para evitar a aspiração de ar para o espaço pleural com formação de pneumotórax aberto.
- AVULSÕES >São lesões onde ocorre deslocamento da pele
Procedimentos de primeiros socorros: Lavar o ferimento com soro fisiológico, através de jatos com pressão (irrigação), caso o ferimento esteja sujo, limpá-lo com sabão, não aplique soluções na ferida, somente soro fisiológico, coloque o retalho em sua posição normal e efetuar a compressão direta da área, para controlar o sangramento.
Observação: Caso a avulsão seja completa, transportar o retalho ao hospital, lavando-o com solução salina, evitando o uso de gelo direto sobre o tecido.
- AMPUTAÇÕES TRAUMÁTICAS > São lesões em que há separação de um membro ou de uma estrutura protuberante do corpo, podem ser causadas por objetos cortantes, por esmagamento ou por forças de tração.
Procedimentos de primeiros socorros: Controlar hemorragia, tratar estado de choque, caso este esteja presente, fazer curativo úmido com soro fisiológico com leve compressão, usando compressa limpa, Limpeza com solução salina, sem imersão em líquido, envolvê-lo em gaze estéril ou compressa limpa, proteger o membro amputado com dois sacos plásticos fechados, Colocar o saco plástico em recipiente de isopor com gele ou água gelada, jamais colocar o segmento amputado em contado direto com gelo.
Observação: Transportar o paciente o mais rápido possível ao hospital, transportar o membro amputado junto ao paciente, dentro de isopor, nas condições acima citadas.
- EVISCERAÇÃO > Lesão em que ocorre extrusão de vísceras.
- LESÕES OCULARES > Podem ser produzidas por corpos estranhos, queimaduras por exposição ao calor, luminosidade excessiva e agente químicos, lacerações e contusões.
Procedimenntos de primeiros socorros: Irrigação ocular com soro fisiológico, durante vários minutos em caso de lesão por agentes químicos ou na presença de corpos estranhos, não utilizar medicamentos tópicos (colírios ou anestésicos) sem parecer oftalmológico, não tentar remover objetos. Estabilizá-los com curativo apropriado, fazer oclusão ocular bilateral, com gaze umedecida, mesmo em lesões unilaterais. Esta conduta objetiva reduzir a movimentação ocular e o agravamento da lesão, em caso de extrusão de globo ocular, não tentar recolocá-lo. Efetuar a oclusão ocular bilateral, a remoção de lentes de contato deve ser efetuada somente em vítimas inconscientes com tempo de transporte prolongado, que não apresentem lesão ocular.
- ESMAGAMENTO > São aqueles ferimentos onde existe dano tecidual extenso das estruturas subjacentes.
Procedimentos de primeiros socorros: Pedir apoio médico ABC, administrar O2 em alto fluxo, solicitar autorização ao coordenador médico para iniciar infusão de soro fisiológico 0,9% E.V.
ATENÇÃO:
É recomendado na maioria dos casos fazer a limpeza com soro fisiológico se o paciente estiver estável, fazer parar de sangrar, anti-sepsia, proteger local com compressa estéril, controlar sangramento, por compressão direta e aplicação de curativo e bandagens, e o mais importante encaminhá-lo ao hospital.
Os sintomas e os Sinais referentes aos ferimentos em alguns casos ocorre Edema (inchaço), dor, hemorragia, hematomas, equimose (roxo), entre outros fatores dependendo da ferida ocasionada.
As soluções mais utilizadas nos curativos são: soro fisiológico para limpeza e como emoliente; soluções anti-sépticas como polvidine tópico ou tintura a 10% (PVPI – Polivinil Pirrolidona) ou cloro-hexidine a 4%; álcool iodado com ação secante e cicatrizante, álcool 75% ação rápida em algumas formas de bactérias, o álcool isopropílico é mais ativo e menos irritante, e o éterque remove a camada gordurosa da pele, sendo útil na retirada de esparadrapos e outros adesivos. _____________________________________________
Primeiros socorros - Fraturas
Fratura é a quebra de um osso.
Parece simples, mas não é. Os ossos fazem parte do sistema músculo-esquelético, que dá forma, sustentação, proteção e movimento ao corpo. Portanto, um ferimento em qualquer parte do esqueleto pode afetar profundamente estas funções.
Além das fraturas, existem ainda outros 2 tipos de ferimentos nos ossos também considerados importantes. São eles:
- Torções ou entorses: que são provocadas pela movimentação de uma circulação além dos seus limites (capacidade) fisiológicos.
- Luxações: que se caracterizam pela perda de congruência articular. Essa situação pode ser traduzida como "um osso que sai do seu encaixe normal".
Não pense que será fácil distinguir uma fratura de uma entorse ou de uma luxação, pois seus sinais são muitos semelhantes.
Suspeite imediatamente da presença de fratura, quando a vitima apresentar:
- Dor ou sensibilidade anormal (a vítima pode segurar o local afetado, tentando proteger-se da dor).

- Inchaço no local.
- Deformidade no local.
- Presença de áreas arroxeadas.
- Ausência de movimentos ou enorme dificuldade para movimentar-se.
- Presença de pontas de ossos atravessados na pele.
- Sensação de ossos quebrados sob a pele (crepitação).
Até que se prove o contrário, trate sempre como tendo fratura a vítima com qualquer história de queda ou outros acidentes diversos e que apresente alguns dos sinais e sintomas citados anteriormente.
Existem 2 tipos básicos de fraturas: as fechadas e as expostas (ou abertas). As fechadas são aquelas em que não acontecem cortes ou ferimentos na pele, que possam expor pedaços de ossos; já as abertas, apresentam ruptura da pele e exposição óssea.
Diante da suspeita de fratura, esteja atento à possibilidade de comprometimento de outras estruturas do corpo. Ex.: fraturas de costela podem atrapalhar a respiração por perfuração dos pulmões; fratura exposta na perna pode causar rompimento de vaso sangüíneo e conseqüente sangramento, podendo levar a um choque.
Como Socorrer
Não importando o tipo de lesão nos ossos, o primeiro socorro básico é a imobilização. Esse procedimento garante, além da diminuição da dor, a redução da possibilidade do agravamento. Reduzindo a dor, estaremos reduzindo o estresse, que é um grave componente da sintomatologia.
A imobilização deverá ser feita com uma tala, que pode ser improvisada ou do tipo disponível no comércio. Os tipos mais comuns de talas improvisadas são pedaços de madeira, papelão, revistas, travesseiros, cobertores e até mesmo o próprio corpo da vítima.
Dica sobre o assunto:
- Durante a imobilização, converse sempre com a vítima.
- A vítima deve sentir-se confortável.
- Realize movimentos leves com as mãos, movimentando a parte afetada somente se necessário.
- Suspeite sempre de outras lesões, além da mais evidente.
Os princípios básicos das imobilizações são:
- Imobilizar antes de movimentar a vítima.
- Cortar a roupa que estiver sobre a parte afetada, caso não seja possível visualizar a lesão.
- Proteger ferimentos, por exemplo pontas de osso, com gazes ou pano limpo. Respeitar sempre a posição encontrada, não fazendo nenhuma correção ou tração, na tentativa de deixá-la "normal".
- Respeitar sempre a posição em que a vítima sentir menos dor (posição antiálgica). Aplicar e fixar a tala de imobilização sempre em uma articulação acima e outra abaixo do local afetado.
- Se possível, elevar a parte machucada para diminuir o inchaço e a dor.
- Não apertar excessivamente as amarrações, muito menos fixá-las sobre o local afetado.
- Acolchoar os espaços entre as talas e o corpo, utilizando toalhas, tecidos etc. Utilizar amarrações de tecidos largas o suficiente para não garrotear e impedir a circulação.
Cuidado!!!
As fraturas provocam muito impacto ao socorrista. Lembre-se que, apesar
destas serem graves, os outros tipos de lesões podem levar à morte mais rapidamente.
Acompanhe agora, algumas indicações de como imobilizar diferentes partes do corpo:
Ombro e Clavícula:
Utilize como tala o próprio corpo da vítima. Fixe o braço no tronco com um material em tecido, sob a forma de tipóia, deixando os tecidos visíveis. Caso queira intensificar a fixação, utilize um segundo material em tecido, para fixar o braço no tronco, como no caso da imobilização de braço.
Costelas e Esterno:
Fraturas graves, por causarem enorme dificuldade respiratória, devem ser imobilizadas como os ombros e clavícula, respeitando-se o lado afetado.
Braço (Úmero):
Respeite a posição na qual o braço foi encontrado, caso o braço esteja estendido ao longo do corpo da vítima. Caso esteja dobrado, utilize materiais em tecido, fazendo uma tipóia para apoiar o braço e, em seguida, outras duas amarrações, sendo uma acima e outra abaixo da lesão.
Antebraço e Punho:
Coloque sob o antebraço uma tala de madeira, revista dobrada ou até um guarda-chuva fechado. Os dedos devem ficar para fora ou segurando algo, para manter a curvatura natural. Utilize uma atadura ou material em tecido para fixar e improvise uma tipóia para que o braço não fique abaixado, aumentando o inchaço.
Pelve ("Bacia"):
Trata-se de uma imobilização difícil e que depende da ajuda de outras pessoas. Você precisará também de uma madeira longa, larga e forte o suficiente para acomodar uma pessoa. Se for possível, utilize uma tala de madeira longa que se estenda das axilas até os pés da vítima; caso contrário, o próprio corpo servirá para tal. Para isto, uma pessoa segurará firme a cabeça e outra, os pés. Uma terceira pessoa passará um pano para fixar os quadris, os joelhos e os pés, nesta ordem.
Em seguida, prepare a madeira longa (maca), colocando-a perto da vítima que será rolada sobre esta, sem muita movimentação. Lembre-se de colocar acolchoados entre as pernas e, antes de levantar a vítima para transportá-la, fixe-a na maca, para que não caia.
Fêmur:
O fêmur pode ser imobilizado com talas longas que se estendam do quadril até além do pé ou, até mesmo, utilizando-se da perna sadia como tala. Neste caso, antes de amarrar uma perna à outra, acolchoe-a e utilize amarrações de tecido bem largas para não garrotear. Acompanhe o desenho de imobilização da perna, para visualizar melhor.
Joelho:
O joelho pode ser encontrado estendido ou dobrado. Se dobrado, apoie-o sobre travesseiros e utilize talas para impedir que se estenda de volta. Se estendido, imobilize-o como no caso do fêmur.
O primordial é lembrar-se de jamais tentar corrigir uma lesão, trazendo o membro de volta ao normal, pois este é um procedimento médico e de altíssimo risco para a vítima.
Perna:
Utilize talas firmes que se estendam até além dos pés e fixadas com material em tecido. Fixe bem as duas articulações (joelho e tornozelo), executando a amarração em "8", conforme será descrito a seguir nas imobilizações de pé e tornozelo. Na ausência de talas firmes, lance mão da perna sadia para imobilizar.
Pé e Tornozelo:
Para imobilizar o pé e o tornozelo, pode-se utilizar toalhas e talas, lembrando-se sempre de manter a imobilização fixa acima e abaixo da lesão e de maneira confortável. A fixação do pé pode ser feita com um tecido, fazendo a figura de um oito para mantê-lo em posição natural.
Coluna:
Fraturas na coluna são consideradas graves e com grande possibilidade de causarem seqüelas.
Estas lesões são originárias de grandes acidentes e traumas como: quedas de altura, atropelamentos, colisões de automóveis ou motocicletas, acidentes de mergulho e até ferimentos por arma de fogo. Alguns sinais e sintomas indicativos de lesão na coluna são:
- Paralisia (a vítima não consegue movimentar-se).
- "Formigamento".
- Dificuldade respiratória.
- Perda do controle da evacuação e urina.
Estes sinais e sintomas dependem da intensidade e local afetado da coluna.
Se a vítima estiver consciente, converse com ela, peça-lhe para apertar sua mão e movimentar os pés, para que possa ter uma idéia de suas limitações.
Proceda como nos casos de imobilização da bacia, conseguindo auxílio e uma tábua/maca.
O primeiro socorrista segura firmemente a cabeça da vítima, enquanto um segundo providencia a improvisação de um colar para o pescoço, utilizando tecido ou toalhas.
Jamais o primeiro socorrista deve largar a cabeça da vítima, para impedir o aparecimento de outras lesões.
Em seguida, utilize amarrações como no caso da bacia, sendo que os braços devem também ser amarrados sobre o tórax.
Dica sobre o assunto:
Procure conhecer os recursos disponíveis de sua cidade, como por exemplo hospitais e ambulâncias, e como solicitá-los.
Antes de socorrer uma vítima, tenha certeza de que não existe nenhum serviço de socorro, emergência ou resgate que possa fazê-lo com melhores condições.
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Parece simples, mas não é. Os ossos fazem parte do sistema músculo-esquelético, que dá forma, sustentação, proteção e movimento ao corpo. Portanto, um ferimento em qualquer parte do esqueleto pode afetar profundamente estas funções.

As fraturas provocam muito impacto ao socorrista. Lembre-se que, apesar
destas serem graves, os outros tipos de lesões podem levar à morte mais rapidamente.
Em seguida, prepare a madeira longa (maca), colocando-a perto da vítima que será rolada sobre esta, sem muita movimentação. Lembre-se de colocar acolchoados entre as pernas e, antes de levantar a vítima para transportá-la, fixe-a na maca, para que não caia.

O primordial é lembrar-se de jamais tentar corrigir uma lesão, trazendo o membro de volta ao normal, pois este é um procedimento médico e de altíssimo risco para a vítima.
Estas lesões são originárias de grandes acidentes e traumas como: quedas de altura, atropelamentos, colisões de automóveis ou motocicletas, acidentes de mergulho e até ferimentos por arma de fogo. Alguns sinais e sintomas indicativos de lesão na coluna são:
Se a vítima estiver consciente, converse com ela, peça-lhe para apertar sua mão e movimentar os pés, para que possa ter uma idéia de suas limitações.
Proceda como nos casos de imobilização da bacia, conseguindo auxílio e uma tábua/maca.
O primeiro socorrista segura firmemente a cabeça da vítima, enquanto um segundo providencia a improvisação de um colar para o pescoço, utilizando tecido ou toalhas.
Jamais o primeiro socorrista deve largar a cabeça da vítima, para impedir o aparecimento de outras lesões.
Em seguida, utilize amarrações como no caso da bacia, sendo que os braços devem também ser amarrados sobre o tórax.
Antes de socorrer uma vítima, tenha certeza de que não existe nenhum serviço de socorro, emergência ou resgate que possa fazê-lo com melhores condições.
Queimaduras
Pessoas com queimaduras profundas podem correr sério risco de vida. Quanto maior a extensão, maiores os perigos para a vítima. Existem diferentes graus de lesão. Leve em conta que uma pessoa pode apresentar, ao mesmo tempo, queimaduras de terceiro, segundo e primeiro graus - e cada tipo de lesão pede um socorro específico.
Passar pasta de dente, pomadas, ovo, manteiga, óleo de cozinha... apenas água fria é permitida. Gelo também não pode.
Furar as bolhas.
Retirar a pele morta
Arrancar a roupa grudada na área queimada
Apertar o ferimento
É proibido...
passar gelo, manteiga ou qualquer coisa que não seja água fria no local, em qualquer caso. Também não se deve estourar bolhas ou tentar retirar a roupa colada à pele queimada.
passar gelo, manteiga ou qualquer coisa que não seja água fria no local, em qualquer caso. Também não se deve estourar bolhas ou tentar retirar a roupa colada à pele queimada.
O que não se deve fazer:
Primeiro grau
As queimaduras deste tipo atingem apenas a epiderme, que é a camada mais superficial da pele. O local fica vermelho, um pouco inchado, e é possível que haja um pouco de dor. É considerada queimadura leve, e pede socorro médico apenas quando atinge grande extensão do corpo.
As queimaduras deste tipo atingem apenas a epiderme, que é a camada mais superficial da pele. O local fica vermelho, um pouco inchado, e é possível que haja um pouco de dor. É considerada queimadura leve, e pede socorro médico apenas quando atinge grande extensão do corpo.
Como socorrer vítimas de queimadura de primeiro grau:
1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo.
2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local, sem esfregar.
3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa.
4. Em casos de queimadura de primeiro grau - e apenas nesse caso - é permitido e recomendável beber bastante água e tomar um remédio que combata a dor.
Segundo grau
Já não é superficial: epiderme e derme são atingidas. O local fica vermelho, inchado e com bolhas. Há liberação de líquidos e a dor é intensa. Se for um ferimento pequeno, é considerada queimadura leve. Nos outros casos, já é de gravidade moderada. É grave quando a queimadura de segundo grau atinge rosto, pescoço, tórax, mãos, pés, virilha e articulações, ou uma área muito extensa do corpo.
Já não é superficial: epiderme e derme são atingidas. O local fica vermelho, inchado e com bolhas. Há liberação de líquidos e a dor é intensa. Se for um ferimento pequeno, é considerada queimadura leve. Nos outros casos, já é de gravidade moderada. É grave quando a queimadura de segundo grau atinge rosto, pescoço, tórax, mãos, pés, virilha e articulações, ou uma área muito extensa do corpo.
Como socorrer vítimas de queimadura de segundo grau:
1. Use água, muita água. É preciso resfriar o local. Faça isso com água corrente, um recipiente com água fria ou compressas úmidas. Não use gelo. 2. Depois de cinco minutos, quando a vítima estiver sentindo menos dor, seque o local, sem esfregar.
3. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa.
4. Em casos de queimadura de primeiro grau - e apenas nesse caso - é permitido e recomendável beber bastante água e tomar um remédio que combata a dor.
Terceiro grau
Qualquer caso de queimaduras de terceiro grau é grave: elas atingem todas as camadas da pele, podendo chegar aos músculos e ossos. Como os nervos são destruídos, não há dor - mas a vítima pode reclamar de dor devido a outras quimaduras, de primeiro e segundo grau, que tiver. A aparência deste tipo de ferimento é escura (carbonizada) ou esbranquiçada.
Qualquer caso de queimaduras de terceiro grau é grave: elas atingem todas as camadas da pele, podendo chegar aos músculos e ossos. Como os nervos são destruídos, não há dor - mas a vítima pode reclamar de dor devido a outras quimaduras, de primeiro e segundo grau, que tiver. A aparência deste tipo de ferimento é escura (carbonizada) ou esbranquiçada.
Como socorrer vítimas de queimadura de terceiro grau:
1. Retire acessórios e roupas, porque a área afetada vai inchar. Atenção: se a roupa estiver colada à área queimada, não mexa!
1. Retire acessórios e roupas, porque a área afetada vai inchar. Atenção: se a roupa estiver colada à área queimada, não mexa!
2. É preciso resfriar o local. Faça isso com compressas úmidas. Não use gelo.
3. Nas queimaduras de terceiro grau pequenas (menos de cinco centímetro de diâmetro) - só nas pequenas! - você pode usar água corrente ou um recipiente com água fria. Cuidado com o jato de água - ele não deve causar dor nem arrebentar as bolhas.
4. Atenção: a pessoa com queimadura de terceiro grau pode não reclamar de dor e, por isso, se machucar ainda mais - como dizer que o jato de água não está doendo, por exemplo.
5. Se a queimadura tiver atingido grande parte do corpo, tenha o cuidado de manter a vítima aquecida.
6. Com o cuidado de não apertar o local, faça um curativo com uma compressa limpa. Em feridas em mãos e pés, evite fazer o curativo você mesmo, porque os dedos podem grudar um nos outros. Espere a chegada ao hospital.
7. Não ofereça medicamentos, alimentos ou água, pois a vítima pode precisar tomar anestesia e, para isso, estar em jejum.
8. Não perca tempo em remover a vítima ao hospital. Ela pode estar tendo dificuldades para respirar.






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